 |
Sonhar,
mais um sonho impossível... Lutar quando é fácil ceder, vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender [...] Voar no limite improvável, tocar o inacessível
chão. É minha lei, é minha questão, virar este mundo, cravar este chão. Não me
importa saber se é terrível demais, quantas guerras terei que vencer por um pouco de
paz... E assim seja lá como for, vai ter fim a infinita aflição e o mundo vai ver uma
flor brotar do impossível chão. |
"Shows, ah eu fiz muitos shows na minha vida graças a Deus, é a coisa que eu mais
gosto de fazer, é subir no palco e realizar um show de música teatral , com direção de
teatro, cenografia, figurino, iluminação de teatro, isso é a coisa que mais me cativa,
eu sou louca por teatro e eu nunca, quer dizer, eu pensava quando menina, eu sabia que
minha vida ia ser no palco.
Eu não sabia se ia
ser como bailarina, como cantora, como atriz, como seria, e depois de um tempo, pela minha
natureza grega-dramática, assim de onde vem, assim densa e trágica, eu achava que ia ser
uma grande atriz, que ia fazer teatro, personagens... |
| Então eu estudava
personagens, ainda menina em Santo Amaro, garota, eu tinha acesso à escola de teatro, eu
estudei Lorca, eu podia ler, meu sonho era fazer Adela da Casa de Bernarda Alba, eu tinha
vontade de fazer a Jane dos Piratas do Brecht.
|
 |
Mas quando eu subi no palco , que era o lugar do teatro e cantei, eu
entendi que minha maneira de expressão no palco, onde seria minha vida, onde é minha
vida, seria sempre através da canção . |

|
Lógico que eu posso falar,
mas eu não posso falar somente,
eu preciso da canção,
das notas, do abstrato, do som,
para me traduzir, me expressar."
|
|
Maria Bethânia |
|